É bem isso aí do título.

Todo mundo numa de dar opinião, de ter tanta certeza de como viver/pensar/existir e ninguém se toca. É tanto fiscal da vida (e da foda) alheia que parece que realmente tá tudo bem pra todo mundo. Nada dá errado logo ali, para a tropa do senso comum. O que “sempre foi assim” é esse dogma inviolável, fabuloso. E só me parece que falta algo… e que esse algo é de um potencial TÃO libertador.

Sem querer, disparei uma saudação das antigas: “Que teus filhos tenham um pai rico e mãe maravilhosa.” Fazia um tempo que não soltava essa piada e por isso mesmo, nunca a tinha avaliado pelo quão normativa é. Me coloquei a pensar em qual seria a forma mais moderna de dizer isso. “Que teus filhos tenham pai(s)/mãe(s) rico(s) e mãe(s)/pai(s) maravilhosas(os/xs)?” Mas e quem não quer ter filhos? “Ah, sei lá… que você seja muito feliz com quaisquer escolhas que faça e não minem a felicidade alheia!” Ficou complicado, né?

Então pensei q podia dizer “Se toca!” Por que se muito do problema é falta de sexo (sim, aquele “algo libertador” ali de cima), é claro que a masturbação será parte da solução. Além de haver um desejo genuíno de bem estar, nessa frase tão simplória. Por quê, afinal, o corpo é um tabu tão grande? O PRÓPRIO corpo! Qual o sentido em se haver de regular as sensações que se pode trazer a si mesmo – e, por conseqüência, causar ao outro?

Se conheça. O quanto puder. Tudo o que puder, de pele e suor e mente. Tudo o que te excita precisa estar em você, mais que no outro. Tanto se fala de falta de comunicação, mas qual a qualidade da informação que você tem a passar?

Vai lá… se toca.

setoca